quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Amora… minha morada…

Amora
Dá-me alento!
Preciso da tua amora na minha boca.
Uma lufada de ar do tua amora nos meus pulmões
para que saia desta asfixia que me atormenta.

Dá-me alento!
Para que tenha um pouco mais de forças.
Um pequeno fio de forças que me levem
novamente à esperança de te encontrar,
de te ter novamente entre estes braços
que teimam em não te esquecer.

Dá-me alento Amora!
Para que te espere um pouco mais
sem que esta espera me mate.
Toca nos meus braços cansados de te esperar.
Beija as minhas pernas cansadas de te seguir o coração.
Relembra-me que os meus lábios te fazem sonhar
com beijos perdidos entre a pele e a luz,
como uma lua que como eu
precisa do teu olhar.

Dá-me esperança!
Que um qualquer dia,
num futuro perto do meu pico de desespero,
tu virás com um sorriso e uma palavra sedutora,
com um abraço e um beijo atrevidos.
Que tu chegarás a mim como uma amora que procura o sol
e me dirás palavras que guardas,
como tesouros, numa arca abandonada à tormenta.

Estarei desatenta?!
Descobre! Descobre-me e cobre-me de beijos

Dá-me esperança Amora!
Esperança num futuro connosco.
Seremos 7 luas crescentes de amoras,
seremos 7 mares de rios de amoras.

Dá-me esperança!
Em como posso esperar-te na tempestade.
Dá-me o sol do teu sorriso para que me aqueça os lábios
que gelam ao frio e no desalento da espera.
Eu acho que aguento,
que aguento a espera
para te reencontrar
para voltar a sonhar em conjunto
com o brilho do teu olhar.

Dou-te esperança Amora!
Dou-te alento!
Acredita!
Amo-te incondicionalmente!
Com todo o meu coração,
com todos os meus sonhos,
com ambas as minhas mãos desesperadas pelas tuas,
com os meus lábios
e o sorriso que te fez sonhar.
E do sonho morado surgiremos novamente Amora!


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